Inteligência de Fontes Abertas (Open Source Intelligence, OSINT)¶
Definição: inteligência produzida a partir de informação disponível publicamente — sites, redes sociais, registros públicos, dados técnicos de internet — sem exigir acesso restrito ou clandestino à fonte.
Origem
Como disciplina formal de inteligência, foi consolidada pela comunidade de inteligência dos EUA na Intelligence Community Directive 301, assinada pelo primeiro Diretor de Inteligência Nacional (DNI), John Negroponte, em 11 de julho de 2006, que determinou tratar fontes abertas como "fonte de primeiro recurso". A diretiva foi revogada em 2012, mas a prática de OSINT como disciplina de inteligência se manteve e se expandiu.
Explicação¶
Em CTI, OSINT cobre desde a varredura de infraestrutura exposta (ferramentas como Shodan e Censys) até a pesquisa de registros de domínio, redes sociais e fóruns onde adversários discutem ou vendem acesso. A disciplina se distingue de outras fontes de inteligência (como HUMINT ou SIGINT) pelo critério de que a informação é, em princípio, acessível a qualquer pessoa — embora a coleta e correlação em escala exijam ferramental especializado.
Exemplo prático¶
Um analista investiga uma campanha de phishing e usa OSINT para correlacionar o domínio usado no ataque com registros de WHOIS históricos, certificados TLS e menções em fóruns públicos, reconstruindo parte da infraestrutura do adversário sem acessar nenhuma fonte restrita.
Relação com outros modelos (ATT&CK, Diamond Model, Kill Chain…)¶
OSINT é a principal fonte de dados para preencher os vértices de infraestrutura e capacidade do Modelo Diamante, e corresponde à fase de coleta do ciclo de inteligência.
Termos relacionados¶
Referências¶
- Office of the Director of National Intelligence. Intelligence Community Directive 301 — National Open Source Enterprise (2006). Disponível em: https://irp.fas.org/dni/icd/index.html