Cadeia de Ataque Cibernética (Cyber Kill Chain)¶
Definição: modelo que descreve uma intrusão como uma sequência de sete fases, do reconhecimento até a ação sobre os objetivos, permitindo que defensores identifiquem e interrompam o ataque em qualquer etapa da cadeia.
Origem
Proposto por Eric M. Hutchins, Michael J. Cloppert e Rohan M. Amin, pesquisadores da Lockheed Martin, em 2011, no artigo "Intelligence-Driven Computer Network Defense Informed by Analysis of Adversary Campaigns and Intrusion Kill Chains".
Explicação¶
O modelo define sete fases sequenciais de uma intrusão:
- Reconhecimento (Reconnaissance) — pesquisa e seleção de alvos.
- Armamento (Weaponization) — criação de um artefato malicioso (ex.: exploit + backdoor).
- Entrega (Delivery) — transmissão do artefato ao alvo (ex.: e-mail, mídia removível).
- Exploração (Exploitation) — execução do código malicioso na vítima.
- Instalação (Installation) — instalação de um backdoor persistente.
- Comando e controle (Command & Control, C2) — canal remoto para controlar o implante.
- Ações sobre os objetivos (Actions on Objectives) — o adversário atinge seu objetivo final (ex.: exfiltração de dados).
A premissa central do modelo é que o adversário precisa completar todas as fases com sucesso, enquanto o defensor só precisa interromper uma delas para frustrar o ataque.
Exemplo prático¶
Em uma campanha de ransomware, o adversário envia um e-mail de phishing com um documento malicioso (entrega), que ao ser aberto executa uma macro (exploração) e instala um implante (instalação) que se comunica com um servidor de C2. A partir daí, o adversário se move lateralmente e, por fim, implanta o ransomware (ações sobre os objetivos). Um defensor que bloqueia o e-mail na fase de entrega interrompe toda a cadeia.
Relação com outros modelos (ATT&CK, Diamond Model, Kill Chain…)¶
O MITRE ATT&CK pode ser visto como um detalhamento das táticas e técnicas que ocorrem dentro de cada fase da Kill Chain, com granularidade muito maior. O Modelo Diamante complementa a Kill Chain ao modelar, para cada fase, o adversário, a infraestrutura, a capacidade e a vítima envolvidos.
Termos relacionados¶
Referências¶
- Hutchins, E. M., Cloppert, M. J., & Amin, R. M. (2011). Intelligence-Driven Computer Network Defense Informed by Analysis of Adversary Campaigns and Intrusion Kill Chains. Lockheed Martin Corporation. Disponível em: https://www.lockheedmartin.com/content/dam/lockheed-martin/rms/documents/cyber/LM-White-Paper-Intel-Driven-Defense.pdf